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Palestra aos pais. – Resumo II

23/08/2010

Estes os assuntos desenvolvidos pela Melissa Zeni Stuepp, na primeira parte da palestra aos pais, proferida no dia 18/08 na Paróquia Cristo Rei.

PAIS E FILHOS X VOCAÇÃO

 Este momento de escolha é uma tarefa difícil para pais e filhos;

Para o adolescente por surgirem várias questões sobre seu futuro;

 Para os pais por influenciar no futuro dos seus filhos.

Nesta fase cada adolescente apresenta formas diferentes de agir perante a decisão sobre o futuro e a responsabilidade que até então era subjetiva:

 Alguns se concentram nos livros, pesquisam os cursos, ficam envolvidos com este momento de transição e gostam desta fase;

 Outros ao contrário, não querem tomar esta decisão ou não se sentem preparados então apresentam reações de rebeldia, revolta ou rivalidade. Nesse último caso, o jovem ocupa-se em contrapor as influências do meio e afasta-se da busca pela própria realização.

O risco do jovem ser direcionado é decidir a partir de expectativas de outras pessoas e não de seus próprios anseios. Por conseqüência, abre-se espaço à frustração, uma vez que as necessidades pessoais não foram consideradas.

Para os pais, o alerta deve ser claro no sentido de estar atento às próprias intenções. Para isso, devem se perguntar , honestamente:

 Por que desejo sugerir esse caminho?

 Estou agindo de forma correta com meu filho?

 Estou respeitando sua opinião e fortalecendo seu crescimento pessoal?

Para auxiliar o jovem nesta difícil tarefa o melhor que os pais tem a fazer é ensiná-lo a procurar alternativas próprias, fortalecê-lo e, principalmente, orientá-lo a tolerar o vazio e a insegurança que o medo perante o futuro suscita.

Afinal, não existem decisões certas ou erradas, mas caminhos que vão sendo construídos ao longo da trajetória.

Palestra aos pais – resumo 1

22/08/2010

Este é um resumo, com os tópicos abordados na primeira parte da palestra aos pais, apresentada dia 18/08 na Paróquia Cristo Rei, que é parte do ciclo de palestras sobre as profissões de e do futuro, cursos superiores mais procurados e mercado de trabalho, que se complementa com as duas palestras aos jovens do ensino médio. Estes tópicos foram abordados por mim.

Todos nós pais temos uma grande preocupação com o futuro de nossos filhos. Esta preocupação já é latente na própria gestação.

Será o meu filho saudável? Nascerá forte?

Provavelmente tão logo nasça, além do registro de nascimento dele, logo será feito seu CPF e com certeza lhe abrirão uma previdência privada, já pensando no seu curso superior.

Com a convivência, vem outras preocupações …. com quem ficar enquanto os pais trabalham e o tempo vai passando e as preocupações continuam e sempre aumentando.

Gostaria de aqui tratar destas questões de relacionamento, que são as que desenvolverão um companheirismo ou não entre pais e filhos.

Quero trabalhar também a questão do exemplo. Os filhos percebem as nossas atitudes e vão nos imitando.

Como encaramos o futuro de nossos filhos? Queremos que eles se deem bem, ganhando muito dinheiro, independentemente se gostam ou não do seu trabalho? Ou queremos que eles se realizem em seu todo, sabendo que o dinheiro será o resultado de um trabalho bem feito?

Em casa proibimos pura e simplesmente o assistir televisão, porque achamos que ela prejudica o filho e assim abrimos campo para ele ir assistir em outro local, ou conversamos e determinamos os horários e que programas podem ser assistidos respeitando sua idade?

E quanto ao uso da internet? Igual à televisão?

Os pais procuram a escola somente quando o filho tem algum problema? Ou estão em constante contato, acompanhando o desenvolvimento deles em todos os sentidos?

Os pais deixam a educação de seus filhos a cargo da escola, ou se preocupam com a mesma na sua totalidade?

Os pais estão sintonizados com a escola no seu desenvolvimento escolar e psicológico?

Os pais conversam com os filhos sobre o mercado de trabalho? Se interessam pelas escolhas dos filhos? Incentivam eles à busca de informações de profissões, da formação acadêmica?

Qual a importância do dinheiro para a família? Ele é tudo? É a segurança? Ou é algo necessário, mas visto como meio e não fim? Algo que é o resultado do trabalho?

Qual a noção de sucesso? Ter uma bela conta bancária, muitas aplicações, vários imóveis, sempre o carro do ano e das marcas mais chamativas? Ou o sucesso pode conter isto, não como o principal, sendo que o principal será ter o tempo para a família, o controle de sua vida, o ser mais do que o ter?

Escolha da Carreira

05/08/2010

Conforme a revista @prender “por imaturidade, desconhecimento, inexperiência e falta de apoio, o jovem brasileiro tem sérias dificuldade na escolha de sua carreira. A influência da família e de amigos, aliada a falta de informações são os fatores que mais pesam na tomada de decisão por parte do jovem vestibulando. Na dúvida, cheio de insegurança, mais de 70% dos jovens optam pelas carreiras tradicionais, já totalmente saturadas no mercado, como medicina, direito, engenharia, odontologia e outras mais. Caberia à escola o papel orientador, mas essa prefere presenciar inerte seus alunos lutando desesperadamente pela aprovação em um curso “tradicional”, para amanhã estarem desempregados ou subempregados”.

Pela minha experiência em sala de aula e como coordenador dos terceiros anos do ensino médio e dos cursos pré-vestibulares, senti muito esta questão.

Sei que muitas escolas tentam resolver esta questão com o trabalho de orientadores e psicólogos funcionários, que se desdobram na difícil tarefa de resolver os problemas oriundos dos relacionamentos entre os alunos, entre alunos e professores, entre professores e pais, em que acabam tendo seu tempo tomado para apagar incêndios diários, o que não lhes permite um bom trabalho de orientação vocacional, muito menos uma pesquisa e análise do mercado de trabalho e das inúmeras opções que se apresentam em termos de cursos superiores.

Algumas escolas sentindo esta dificuldade, contratam os serviços de orientação vocacional com pessoas especializadas no assunto, que em grande parte, acabam fazendo somente os “testes”, que apresentam algumas profissões que satisfazem o perfil definido nos testes.

Ficam desta maneira os alunos ainda com aquele vazio, pois de uma maneira empírica já tinham esta “resposta”. É necessário pois, que se façam com estes alunos, além destes famosos testes, ainda, entrevistas e outras atividades que possam verificar seu potencial e possibilidades e, depois, mais detalhadamente uma apresentação de como está hoje o mercado de trabalho, quais são as profissões de e do futuro, o que já está saturado, o que está se transformando, enfim, mostrar a eles que ninguém pode dizer qual a profissão que vão exercer, mas apontar os caminhos e municiá-los da maior quantidade de informações possíveis, para que eles possam escolher com maior clareza e menor risco da escolha errada.