Escolha da Carreira

05/08/2010

Conforme a revista @prender “por imaturidade, desconhecimento, inexperiência e falta de apoio, o jovem brasileiro tem sérias dificuldade na escolha de sua carreira. A influência da família e de amigos, aliada a falta de informações são os fatores que mais pesam na tomada de decisão por parte do jovem vestibulando. Na dúvida, cheio de insegurança, mais de 70% dos jovens optam pelas carreiras tradicionais, já totalmente saturadas no mercado, como medicina, direito, engenharia, odontologia e outras mais. Caberia à escola o papel orientador, mas essa prefere presenciar inerte seus alunos lutando desesperadamente pela aprovação em um curso “tradicional”, para amanhã estarem desempregados ou subempregados”.

Pela minha experiência em sala de aula e como coordenador dos terceiros anos do ensino médio e dos cursos pré-vestibulares, senti muito esta questão.

Sei que muitas escolas tentam resolver esta questão com o trabalho de orientadores e psicólogos funcionários, que se desdobram na difícil tarefa de resolver os problemas oriundos dos relacionamentos entre os alunos, entre alunos e professores, entre professores e pais, em que acabam tendo seu tempo tomado para apagar incêndios diários, o que não lhes permite um bom trabalho de orientação vocacional, muito menos uma pesquisa e análise do mercado de trabalho e das inúmeras opções que se apresentam em termos de cursos superiores.

Algumas escolas sentindo esta dificuldade, contratam os serviços de orientação vocacional com pessoas especializadas no assunto, que em grande parte, acabam fazendo somente os “testes”, que apresentam algumas profissões que satisfazem o perfil definido nos testes.

Ficam desta maneira os alunos ainda com aquele vazio, pois de uma maneira empírica já tinham esta “resposta”. É necessário pois, que se façam com estes alunos, além destes famosos testes, ainda, entrevistas e outras atividades que possam verificar seu potencial e possibilidades e, depois, mais detalhadamente uma apresentação de como está hoje o mercado de trabalho, quais são as profissões de e do futuro, o que já está saturado, o que está se transformando, enfim, mostrar a eles que ninguém pode dizer qual a profissão que vão exercer, mas apontar os caminhos e municiá-los da maior quantidade de informações possíveis, para que eles possam escolher com maior clareza e menor risco da escolha errada.

Anúncios